Constelação Familiar: Colocar ordem onde há desordem.

• Constelação Familiar: Colocar ordem onde há desordem •

    Bert Hellinger (psicoterapeuta) é o criador desta ferramenta chamada Constelação Sistêmica Familiar.  Nascido na Alemanha em 1925, trouxe através de suas formações e experiência em campos variados, palavras e ensinamentos largamente difundidos em todo o mundo. A evolução e a abrangência de seu trabalho possibilitou o surgimento de uma biografia e atualmente, mais de 80 livros publicados sobre o tema. Todavia, editores relatam que Bert insistia em não querer ser aprisionado por suas palavras, pois considerava as constelações um movimento. Anton “Suitbert” Hellinger partiu do plano terreno em 19 de setembro de 2019, deixando um grande legado de amor e de cura.

    Em uma linguagem simplificada, e de forma resumida, as Constelações Familiares são uma abordagem psicoterapêutica que busca promover a ordem e a paz dentro de um sistema, colocando em evidência os profundos laços que unem uma pessoa à sua família, inclusive às gerações passadas. Possuimos vinculos por sermos filhos, irmãos, casais, por nossas relações sexuais, por matar ou ser morto. Querendo ou não, estes laços são de tal maneira poderosos que quando membros de uma dada geração deixam situações por resolver, membros das gerações posteriores agirão para a sua resolução, mesmo que de forma inconsciente. 

O primeiro sistema que o ser humano entra é a família. Aqui, neste corpo físico, não conseguimos acessar conscientemente tudo o que passou para que possamos viver o livre-arbítrio. Entretanto, nossa alma conhece e está vinculada ao que veio antes, buscando ajustar o que esteja erroneamente posicionado ou tenha sido excluído no sistema familiar através de leis visíveis e invisíveis que chamamos de ordens do amor.

As ordens são: vínculo, dar e receber e hierarquia. Estas ordens se dão no nível da alma e do espírito, vibram com tudo tal como é, sem julgamentos. 

A paz e a estabilidade de uma pessoa dependem do seu sistema e, por isso, é preciso que este sistema encontre a ordem correta, a qual, é determinada por suas regras internas que podem sofrer intervenções de fatos externos (sócio-culturais, ecológicos, religiosos, políticos, entre outros). 

Algumas questões fogem de nosso consciente e encontram-se apenas no nível da alma, para tanto, a constelação torna-se essencial. 

Quando há desordem, há perturbação: enfermidades, dificuldades, distorções, faltas, perdas...  Numa constelação o cliente tem a oportunidade de conhecer e trazer à tona uma “imagem interior” que tem de si, de sua família de origem ou da família atual, mostrando que, por vezes, nossos problemas físicos e emocionais não têm origem em nós, mas em situações que existem ou que existiram na nossa família e que muitas vezes nem temos conhecimento. Tendo compreensão disso é possível ajustar a ordem do que está em desordem, liberando a energia estagnada para que volte a fluir. Quando um membro muda promove mudanças nos outros.

A constelação acontece em um nível de zero julgamento e é imprescindível que o constelador esteja neste lugar na hora de fazer o atendimento (estar a serviço), para que não haja manipulação da mensagem, para que a energia possa fluir limpa e trazer o que é realmente importante e essencial ser visto e incluído. Uma ferramenta que se move a partir da energia da nossa alma, carregando uma mensagem, à qual estamos preparados para acessar dentro de nós. 

Cura que vem da alma, do coração, que é capaz de dar a tudo e a todos um bom lugar, entendendo que sempre existe algo por trás de uma ação, muitas vezes maior do que nossa consciência é capaz de entender. Constelação não é uma ferramenta curiosa, é ferramenta de cura.

Soltando o que nos bloqueia, é possível olhar para dentro, e é aí que se encontra o essencial.


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